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Neuvralgia trigeminal

Por: Gonzalo Castillo 28 de julho de 2021

O nervo trigêmeo ou V par craniano, é o responsável pela sensibilidade da face e também pela inervação da musculatura da mastigação e o reflexo corneo palpebral (piscar), ou seja, é um nervo misto, com função motora e sensitiva. A neuralgia do trigêmeo (TN) é caracterizada por uma breve dor paroxística, muito severa e fugaz, semelhante a um choque unilateral e menos comum bilateral, evocada pelo toque em uma ou mais divisões do nervo trigêmeo. Além da dor paroxística, alguns pacientes também apresentam dor contínua.

A dor TN não é apenas extremamente dolorosa, também é característico que a dor seja súbita e inesperada e de curta duração, daí o termo paroxismo de dor. A qualidade da dor é aguda, semelhante a um choque elétrico ou pontada. Embora um único paroxismo de dor possa durar apenas uma fração de segundo, esses paroxismos podem recorrer, após um período refratário, muitas vezes ao dia, e podem vir em uma série de ataques com muitos paroxismos próximos.

Epidemiologia

A incidência é maior entre as mulheres e aumenta com a idade, com uma incidência nos pacientes na 4ta e 5ta década de vida. A prevalência ao longo da vida pode chegar até 0,3% em estudos de base populacional. São diagnosticos ao redor de 30 casos novos a cada ano, em países desenvolvidos.

No século passado, Dandy propôs que em pelo menos 30% dos pacientes com TN a dor era causada por um vaso sanguíneo comprimindo o nervo trigêmeo. Na atualidade e cada vez mais sendo diagnosticado a doença, vemos que esse valor aumentou significativamente. Essa compressão é mais frequente por vasos sanguíneos, arterias, o que denominamos conflito neurovascular. Alem das lesoes vasculares existem outras causas de compressão, como tumor, doenças inflamatórias e infecciosas e, em alguns casos menos comuns, sem causa aparente.

Diagnóstico

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Os exames de imagens são realizados para afastar que a compressão seja por arterias cerebrais, assim, dependendo da causa podemos planejar nosso tratamento de forma mais segura e mais objetiva. A ressonância magnética de crânio é o melhor exame para avaliarmos as causas, quando existam, da TN.

O diagnóstico da NT é baseado principalmente na história do paciente, é completamente clinico, uma vez que não existem testes laboratoriais ou diagnósticos definitivos. Ao obter o histórico do paciente, atenção especial deve ser dada às armadilhas potenciais que levam a diagnósticos errados, como causa sintomática de dor, dor de origem dentária e sintomas autonômicos associados, que nesses casos a cirurgia neurológica não trará beneficios.

Uma vez realizado o diagnóstico certo, existem várias linhas de tratamento sendo o primário com medicações como: Tegretol alivia em 70% dos casos. Segunda escolha é Baclofeno, amitriptilina, gabapentina, clonazepam, hidantal. A oxacarbazepina, ou o trileptal, é metabolizada em carbazepina, pacientes toleram doses mais altas.

A segunda linha de tratamento é cirurgico. Para cirurgia temos várias modalidades, de forma percutânea, pode ser por balão onde introduzimos uma agulha, através da bochecha, até a base do crânio, inflando um balão e realizando uma rizolises do nervo; outra modalidade percutânea é por injeção de glicerol ou radiofrequência.

O tratamento mais fidedigno é a cirurgia a céu aberto. Realizando uma pequena cirurgia na região detrás da orelha. Através desse método temos maior controle e resolução da doença.

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